sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Difícil Arte de Ser Criança


Criança não tem idade certa para ser criança. Criança é estado de espírito, pois existe criança com idade de velho, e velho com idade de criança.
Ser criança é muito bom, mas também tem seus problemas. Obedecer sempre, seguir regras e normas sem quase nunca saber para quê, pois criança não precisa de explicações, criança tem que obedecer e estudar!
Estudar... Fechada entre quatro paredes, sentada sem poder conversar. Lá fora, a vida seguindo, vento batendo gostoso, bola e liberdade. Tão bom... e criança lá dentro, vontade de correr, gritar, subir em árvore, pique - esconde, energia fluindo pelos poros , parece que vai explodir (e explode em agressividade, desinteresse e indisciplina).
Quer cantar, dançar e curtir, explorar o espaço lá fora e experimentar seu corpo no espaço. Tão Bom se a Tia entendesse... fosse um pouco cúmplice e criança, esquecesse um pouco programas, conteúdos conceitos, mudasse um pouco o esquema e viesse brincar também. Seria muito mais fácil, falaríamos a mesma linguagem e seríamos um só.
A escola seria gostosa, eu não queria nem faltar!
Ia ser mais estudioso, aplicado e caprichoso, pois eu não ia querer que a “TIA COLEGA! Ficasse triste comigo e não quisesse mais brincar...
Tão bom se a tia entendesse, que criança presa não rende, fica triste e “emburrece”.
Criança precisa de espaço, ar, liberdade para crescer se educando e criar, criança precisa do espaço que a escola tem que dar.
Quem sabe tudo melhora e eu volto a gostar de estudar...

Alvaro Rosa

Quando não posso ouvir


“Desagrada-me não poder ouvir a outrem, não o compreender. Se é apenas uma deficiência de compreensão, uma falta de atenção ao que me está sendo dito, ou certa dificuldade de entender as palavras, então contentamento comigo mesmo.
       Mas, o que me põe realmente desgostoso comigo, é não poder escutar outra pessoa porque já estou, de antemão, tão certo do que ela vai dizer, que não lhe dou ouvidos. Só posteriormente verifico não ter prestado atenção ao que já decidira que ela ia me dizer. Na verdade, deixei de ouvir. Pior que isso, são às vezes em que posso escutar uma pessoa, porque o que está dito constitui ameaça para mim,  com risco, até de mudar minhas opiniões ou meu comportamento. Ou, pior ainda, quando descubro, a fim de fazê-lo dizer o que eu quero que diga, e só escutando isso”

Carl Rogers

Interdisciplinaridade


Um encontro com o outro intersubjetivamente
Identidade x diferença

Conhecimento é uma sinfonia. Para a sua execução será necessária a presença de muitos elementos: os instrumentos, as partituras, os músicos, o maestro, o ambiente, a platéia, os aparelhos eletrônicos etc.
A orquestra está estabelecida. Todos os elementos são fundamentais, descaracterizando, com isso, a hierarquia de importância entre os membros.  Durante os ensaios as partes se ligam, se sobrepõem.
O projeto é o único: a execução da música. Apesar disso, cada um na orquestra tem sua característica, que é distinta. Cada instrumento possui elementos que o distingue dos demais. O violino é diferente do piano, tanta na forma como na maneira de ser tocado. Para que a sinfonia aconteça, será preciso a participação de todos. A integração é importante, mas não é fundamental. Isto porque na execução de uma sinfonia é preciso a harmonia do mastro e expectativa daqueles que assistem.
Também na construção do conhecimento a integração das muitas ciências não garante a sua perfeita execução. A interdisciplinaridade perpassa todos os elementos do conhecimento, pressupondo a integração entre eles. Porém, é errado concluir que ela é só isso. A interdisciplinaridade está marcada por um movimento ininterrupto, criando ou recriando outros pontos para discussão. Já a idéia de integração, apesar do valor, trabalha-se sempre com os mesmo pontos, sem a possibilidade de serem reinventados. Busca-se novas combinações e aprofundamentos sempre dentro de um mesmo grupo de informações.
A apresentação da sinfonia de inicia. Apesar da partitura, o nosso trabalho se amplia e se transforma a cada novo movimento, confirmando a idéia de que não há verdade absolutas nem universos acabados. Neste movimento a interdisciplinaridade perde a razão de ser um conceito com definição fechada.
Apesar de não possuir definição estanque, a interdisciplinaridade precisa ser compreendida para não haver desvio na sua prática. A idéia e norteada por eixos básicos como: a intenção, a humildade, a totalidade, o respeito pelo outro etc. o que caracteriza uma pratica interdisciplinar é o sentimento intencional que ela carrega. Não há intenção consciente, clara e objetiva por parte daqueles que a praticam. Não havendo intenção de um projeto, podemos dialogar, inter-relacionar e integrar sem o entanto estarmos trabalhando interdisciplinarmente.
A apreensão da atitude interdisciplinar garante para aqueles que a praticam, um grau elevado de maturidade. Isso ocorre devido ao exercício de uma certa forma de encarar e pensar os acontecimentos.  Aprende-se com a interdisciplinaridade que um fato solução nunca é isolado, mas sim conseqüência da relação entre muitos outros.

As Sombras da Vida - Piteco






PARA AS MULHERES DA MINHA VIDA



Um garotinho perguntou à sua mãe:
- Mamãe, por que você está chorando?
E ela respondeu:
- Porque sou mulher...
- Mas... eu não entendo.
A mãe se inclinou para ele, o abraçou e disse:
- Meu amor, você jamais irá entender!
Mais tarde o menininho perguntou ao pai:
- Papai, porque mamãe às vezes chora sem motivo?
- Todas as mulheres sempre choram sem motivo...
Era tudo o que o pai era capaz de responder...
O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a si mesmo a
pergunta: "por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?".
Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:
- Senhor, diga-me... por que as mulheres choram com tanta facilidade?
E Deus lhe disse:
- Quando eu criei a mulher, tinha que fazer algo muito especial. Fiz seus ombros
suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... porém
suficientemente suaves para confortá-lo. Dei a ela uma imensa força interior para que
pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes
provem de seus próprios filhos! Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a
cuidar de sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até
mesmo quando outros entregam os pontos! Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos,
em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito...
Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sentimento da
criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência!
Porém, para que possa suportar tudo isso, meu filho... eu lhe dei as lágrimas, e são
exclusivamente, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada
lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a
humanidade!
O homem respondeu com um profundo suspiro...
- Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha filha, e de minha esposa.